Hoje não vou falar de campanhas, nem de empresas ou negócios. Parei para escrever para Xico Sá.
Adoro ler tudo que ele escreve. O escritor e colunista da Folha de São Paulo é um nordestino encantado que não tem medo de expor sentimentos num lirismo inconfundível. É um informante do mundo dos machos, que nos permite ver como funciona o universo masculino.
Esta semana ele falou da fortaleza da mulher que chora em público. Senti-me poderosa. Não fiz uma leitura achando que tudo estava sob a ótica machista, mas sim aproveitando a sensibilidade exposta naquelas palavras.
Mulheres de tailleur nem sempre são icebergs profissionais, elas podem chorar diante da frieza masculina e defender o seu time como quem defende a cria. Também podem cuidar de negócios volumosos como quem cuida da casa. Com delicadeza, com dedicação e amor. Coisa permitida no mundo feminino. Realmente desconfie das que não são assim.
Podem ser felizes cuidando do marido, dos filhos, mas nem sempre são compreendidas por mulheres e homens que julgam suas escolhas. Tem muitos homens “dando defeito” quando precisam acolher suas mulheres de volta ao lar. E nessas horas elas podem chorar um oceano, até que com sua capacidade inigualável de superação, sacodem a poeria e dão a volta por cima.
Também acho triste aquele que estranha o choro feminino ou masculino. Chorar realmente alivia, derrama a vida para fora do corpo.
Por isso devemos conceder aos homens o direito de chorar. Chega de “mauricinhos arrumadinhos”, de lavar a roupa nas “barrigas tanquinho”. Abaixo àqueles que precisam de presas jovens para manter a sua própria juventude. Juventude nem sempre está no corpo. Juventude está na alma, mesmo que a ferrugem as vezes dificulte alguns passos.
Viva aos homens sensíveis capazes de derramar suas lágrimas junto com suas mulheres. Abrir mão dos parceiros de uma vida inteira e encher a cama com transas eventuais não garante o abraço que esquenta a alma. E como dizia John Lennon: Nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.
Viva à sutileza da palavra. “Fazer amor depois das lágrimas é sentir o sal da existência”. Só mesmo alguém com a sensibilidade de Xico Sá poderia escrever isto sem medo do ridículo.
Sejam ridículos! Sempre existe humor no que taxam de cafona. Humor deveria ser a mola do mundo.
Vamos parar de procurar presas e achar gente. Abaixo ao “homem tupeware” que pode ser guardado para ser consumido na hora do desejo. A vida existe para ser partilhada, com gente que encontre diversão num sorriso, numa brincadeirinha boba. Com gente que passe 30 anos juntos e ainda se lembre de dizer “eu te amo”, sem ser de uma forma mecânica e sem graça.
Mulheres adoram cheiro no cangote depois de um dia inteiro trabalhando duro. Pode ser a executiva que trabalha em um escritório da Av. Paulista ou a doméstica que dá duro em um apartamento de luxo de Copacabana.
Mulheres gostam de homens que choram com elas.
#GuaracyVemChorarComigo
Adorei de verdade! obrigada pela lembrança e continue nos brindando com essas pérolas, viu?
Bjos
Que bom Paty! E ainda teve elogio do Xico Sá em pessoa. Fiquei super feliz. Ele comentou o recado que deixei no blog dele no artigo de hoje. Saudades!
Que lindo, Norma! É essa verdade que todos nós estamos precisando: de quem escreve, de quem lê, de quem chora e de quem se entrega. Você está arrasando no blog! Não poderia ser diferente de uma mulher forte, inteligente e admirável como você! Beijossss
Oi Norma!
Milhões de desculpas pelo tempo que levei para vir aqui me jogar na delicia que eh ler seus textos!
Você está de parabens!!!! já salvei o blog nos meus favoritos e vou sempre passar por aqui!
sou a favor das pessoas de carne e osso, das pessoas cheias de defeitos e opiniões.
beijos e muito sucesso!
quando vier a sampa, por favor me avisa
bjs
Amor pleno, pleno amor, só vivendo como índio, pois, numa civilização capitalista, amar está um sufoco.
“Mídia social é psicologia na veia”
por: Norma da Matta Criado por Tuiuiú Comunicação

Norma, adorei. Vc esta cada vez melhor. Adoro seu estilo de escrita. beijos com carinho. Ro