Esse é um dilema de primeira ordem. O que as empresas devem fazer em relação ao uso de redes sociais no ambiente corporativo?
Com um crescente número de dispositivos móveis no mercado, fica praticamente impossível impedir que alguém faça uso das redes sociais enquanto trabalha. Não dá para gradear as empresas com sistemas anti celular. Seria quase como torná-las um presídio de segurança máxima. E a pressão do mercado pelo uso das mídias sociais como ferramenta de apoio aos negócios, praticamente as obriga a repensarem suas políticas de uso destas mídias pelos funcionários.
Isso já era uma discussão quando foi escrito o Cluetrain, um manifesto sobre os mercados em rede. Vale a pena ler e refletir.
Como os mercados em rede estão se organizando em uma velocidade muito grande , a tendência é que as empresas permitam um acesso híbrido onde um conjunto controlado de usuários terá acesso às mídias sociais. Ficarão de fora dessa onda somente aquelas em que segurança for extremamente essencial para o negócio.
O que assusta as empresas hoje e a maioria aponta como motivo para restrição do uso das redes sociais é:
Um estudo da Clearswift de 2011 mostrava que 41% das empresas globais concordavam que os benefícios da mídia social superavam as desvantagens. No Reino Unido esse número chegava a 48% e nos Estados Unidos a 58% . No entanto, apenas uma em cada sete empresas no mundo estavam usando as mídias sociais como uma ferramenta para o crescimento.
A pesquisa também mostrava que a visão sobre segurança e mídia social difere em relação a empregados e gestores.
Para os gestores existia uma preocupação em relação ao uso das mídias sociais, 57% temiam problemas de segurança, 48% perda de dados confidenciais, 43% perda de dados por pirataria externa. A pesquisa mostrava ainda que, 50% dos gestores acreditavam que os empregados não estavam preocupados com a segurança.
Esse temor tinha sua razão de ser já que 21% dos funcionários admitiam não pensar em segurança quando usavam a web e 31% que acreditavam que a segurança era de responsabilidade do empregador.
Olhando este estudo e simplificando a análise podemos ver que para quem está usando as redes, na maioria das vezes, a comunicação tem um foco pessoal e não existe grande preocupação com segurança.
Mas criar um manual de regras rígido pode engessar demais as ações das empresas, que por sua vez necessitam conversar com seus clientes de forma ativa. Seus funcionários estão nesse mercado que se comunica em rede e vão conversar com as pessoas que também estão lá com ou sem permissão de seus empregadores. Essa é a realidade que esse novo mercado hiper conectado impõe.
As recomendações importantes para este impasse são:
“Mídia social é psicologia na veia”
por: Norma da Matta Criado por Tuiuiú Comunicação
